Caneta emagrecedora ocupa lugar que já foi de videocassete e uísque no contrabando
Canetas contrabandeadas | Foto: Reprodução/Gov.br As canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai passaram a ocupar recentemente um espaço que em décadas passadas foi de outros itens contrabandeados e requisitados por consumidores…
O comércio na fronteira evoluiu de um polo de aparelhos como videocassete e toca-fitas automotivo, nos anos 1980, para um centro de eletrônicos na década de 1990 e de itens de tecnologia avançada nos últimos anos. O processo mira medicamentos como TG, Lipoless, Tirzedral, Tirzec, Lipoland, Gluconex e Slimex, que, segundo a ação, são registrados na Dinavisa, a autoridade sanitária do país vizinho. Os cinco primeiros são facilmente encontrados em farmácias de Ciudad del Este.
"Quem perde? Todos. O consumidor, porque ninguém sabe que controle tem essa caneta.
A indústria nacional perde, porque esse produto chega mais barato, é mais atrativo. O perfil dos itens trazidos do país vizinho mudou de forma gradual nas últimas décadas, acompanhando a abertura econômica do Brasil e a evolução da tecnologia global. Era uma época em que as excursões de sacoleiros ocorriam com viagens às sextas-feiras.
A década de 2000 consolidou o país vizinho como central de abastecimento de mercados como o da região da Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, com câmeras digitais, celulares e equipamentos de informática de alto valor agregado. O perfil dos compradores também mudou. Todos esses medicamentos são incinerados, diz a Receita.
"As canetas precisam ser destruídas por várias situações. Primeiro, não sabemos onde foram produzidas. Segundo, em que condições de higiene e saúde esses medicamentos foram produzidos?
Outra questão é: será que o que se diz na bula é o conteúdo que está nas ampolas e seringas? E como são transportados esses medicamentos?
Este é um resumo curado pelo The Prism a partir da publicação original. O texto completo está disponível no veículo de origem, no link abaixo.